quinta-feira, 12 de novembro de 2015

VEJA QUANTA ENERGIA SOLAR VOCÊ PODE GERAR (E QUANTO GANHARIA COM ISSO)

POR: OUTRA CIDADE, PUBLICADO EM 15/10/2015

AUTORA: CAMILA MONTAGNER


Painéis solares no bairro do Brooklyn, Nova York (AP Photo/Mark Lennihan)

O que é? O incentivo fiscal é uma das formas de promover a produção de energia limpa nos imóveis. Em 7 de outubro, o governo federal decretou que os consumidores que produzem uma parcela da energia que usam estão isentos do PIS-Cofins, um imposto cobrado na conta de luz. Aqui você fica sabendo o quanto isso desonera quem produz energia e quais as ferramentas disponíveis para calcular os custos e a economia gerada pela produção autônoma por meio de painéis solares.
Minha casa, meu teto solar
A energia foi um recurso determinante para o crescimento das grandes cidades e nós já abordamos essa relação entre núcleos urbanos e quilowatts aqui no Outra Cidade.  A produção descentralizada de energia limpa é uma das alternativas para tornar os espaços urbanos menos vulneráveis a falhas no complexo sistema de distribuição que transporta esse recurso das usinas para o consumidor final. A possibilidade de ampliar o número de pequenos produtores é um passo importante para tornar os municípios mais sustentáveis e menos dependentes desses sistemas. A desoneração de um imposto é pequeno passo rumo a autonomia energética, mas não deixa de nos aproximar de um futuro com mais energia “caseira”.
O pagamento dos tributos PIS- Cofins sobre energia elétrica equivalia a ceder 10% da energia produzida em casa para o fisco. Somado ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a proporção desses impostos sobre a produção autônoma era de 30%. O governo federal aboliu a cobrança do PIS-Cofins, mas cabe aos governos estaduais determinar que os pequenos geradores também se tornem isentos do ICMS.
Em abril, uma mudança no convênio que determina a cobrança de ICMS sobre os pequenos produtores permitiu que os estados tornassem essas pessoas isentas da taxa. O convênio modificado ganhou a adesão dos estados de São Paulo, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, enquanto outros optaram por continuar cobrando o tributo.
Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) se todos os estados optassem pela desoneração do ICMS sobre a conta de quem produz parte de sua própria energia, o país teria 55% a mais de sistemas instalados em 2023 em comparação a um cenário no qual continuasse valendo o convênio anterior.
Ser ou não ser um pequeno gerador
Se você se animou com a isenção da taxa PIS-Cofins e está pensando em começar a produzir pelo menos um pouco da energia que consome, algumas ferramentas podem te a ajudar a calcular se vale a pena bancar a instalação de painéis solares. Uma delas é o Solariza, que mapeia colaborativamente o potencial de produção de energia solar no país.
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Solariza calcula o potencial de produção de energia e a economia resultante da instalação de painéis solares (foto: divulgação)
Usando as imagens de satélite do Google Maps, o Solariza permite que você escolha um imóvel e calcule a porcentagem útil do telhado, o potencial de geração de energia, o custo do sistema e quanto dinheiro seria possível economizar durante a sua vida útil, estimada em 25 anos. Como o objetivo 6 milhões de residências nas quais quilowatts poderiam ser produzidos de maneira limpa, o site funciona como um game, você estima a produção de uma construção e se torna um “solarizador”. Quem acumular mais telhados “solarizados” ganha os painéis e o serviço de instalação dos mesmos em sua residência.
O número de 6 milhões de casas foi escolhido porque elas teriam o potencial de produzir juntas a mesma quantidade de energia das usinas termelétricas de Piratininga (SP), Candiota (RS), e as usinas nucleares Angra 1 e 2. Logo, elas poderiam produzir de maneira limpa e descentralizada o que as usinas produzem de forma suja e concentrada.
O calculo feito pelo Solariza não considera fatores externos como árvores e nuvens que podem fazer sombra sobre os painéis fotovoltaicos. Logo, a estimativa resultante dos cálculos feitos pela ferramenta pode representar variações para mais ou para menos em relação a quantidade de energia que seria produzida pelo sistema instalado.
Medições mais precisas são feitas pelo Google Sunroof, por exemplo, que também ajuda a estimar quanta energia poderia ser produzida no topo dos imóveis usando o sol como fonte. Por meio da modelagem 3D, o site calcula quanto espaço o telhado possui para a instalação dos painéis solares. Outros dados analisados são: a posição do sol ao longo do ano, o tipo de cobertura nublada e a temperatura usual da vizinhança. Além disso, o mapeamento considera a quantidade de sombra resultante das construções próximas.
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Google Sunroof considera elementos externos para calcular o potencial energético de sistemas fotovoltaicos (foto: divulgação)
A quantidade de elementos levados em conta resulta em um cálculo mais preciso, mas atualmente a ferramenta só está disponível para as cidades americanas de Boston, San Francisco e Fresno. Nesses municípios, a incidência de raios solares não é tão abundante quanto aqui no Brasil e as chances das casas não recebam luz suficiente para compensar a instalação do sistema são maiores. Considerando todos esses fatores, é feita uma estimativa do número de horas aproveitáveis de luz do sol que o telhado selecionado terá durante o ano. O Google tem planos de expandir o Sunroof para que esses cálculos possam em todo o território dos Estados Unidos.
A conta de luz x conta do painel solar
Linhas especiais de crédito, liberação do uso do fundo de garantia e leis que determinem a instalação de painéis solares em novas construções são algumas das formas possíveis de transformar o potencial brasileiro de produção de energia solar em lâmpadas acesas, celulares carregados e banhos quentes.  Ainda assim, a desoneração é um bom começo para incentivar proprietários de imóveis a se tornarem pequenos geradores aumentando a autonomia, diminuindo os custos e reduzindo o impacto ambiental para produção da energia elétrica.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Complexo Habitacional do OMA e Ole Scheeren vence o prêmio "World Building of the Year 2015"

10 NOV 2015
por Karissa RosenfieldTraduzido por Romullo BarattoNotícias

Edifício do Ano: The Interlace (Singapura) / OMA e Ole Scheeren. Imagem © Iwan Baan

Edifício do Ano: The Interlace (Singapura) / OMA e Ole Scheeren. Imagem © Iwan Baa

A cidade vertical projetada pelos escritórios OMA e Buro Ole Scheeren em Singapura, conhecida como The Interlace, foi eleita o Edifício do Ano  2015 ao fim do World Architecture Festival (WAF). Elogiada por ser “um exemplo de pensamento arquitetônico ousado e contemporâneo”, segundo o diretor do WAF, Paul Finch, o projeto é o oitavo a receber a honraria e é considerado pelo júri uma “abordagem nova e radical em relação ao habitat contemporâneo em um ambiente tropical.”
Além do edifício do ano, também foram anunciados os vencedores das categorias Projeto Futuro, Paisagem, Projeto de Pequena Escala e o Color Prize. Conheça os vencedores, a seguir.
Edifício do Ano: The Interlace (Singapura) / OMA e Ole Scheeren
Edifício do Ano: The Interlace (Singapura) / OMA e Ole Scheeren. Imagem © Iwan Baan
Edifício do Ano: The Interlace (Singapura) / OMA e Ole Scheeren. Imagem © Iwan Baan
The Interlace é um dos empreendimentos residenciais mais ambiciosos da história de Singapura, criando uma intrincada rede de habitações e espaços sociais entrelaçados com o ambiente natural. Em vez de seguir a tipologia comum de habitação da região – conjuntos de torres isoladas – o que é vertical torna-se horizontal, e o conjunto é composto por 31 blocos de apartamentos de seis pavimentos de altura e 70 metros e comprimento cada. Com os blocos empilhados em arranjos hexagonais em torno de oito grandes pátios abertos, a proposta cria uma rede de ambientes internos e externos que conformam uma variedade de espaços compartilhados e privativos em diversos níveis. 
Projeto Futuro do Ano:  Vancouver House (Canadá) / BIG
Projeto futuro: Vancouver House (Canadá) / BIG. Imagem © BIG
Projeto futuro: Vancouver House (Canadá) / BIG. Imagem © BIG
Este é um impressionante projeto que cria uma nova tipologia urbana que mitiga o impacto destrutivo da rodovia expressa e gera uma oportunidade a partir de um espaço público abandonado. O edifício terá um impacto positivo em muitas agendas municipais e imobiliárias de todo o mundo. 
Paisagem do Ano: Yanweizhou Park (China) / Turenscape International
Paisagem do Ano: Yanweizhou Park (China) / Turenscape International . Cortesia de WAF
Paisagem do Ano: Yanweizhou Park (China) / Turenscape International . Cortesia de WAF
Yanweizhou Park apresenta uma solução ecológica replicável e resiliente para a gestão de grandes inundações. Localizado no encontro de três rios, cada um com aproximadamente 100 metros de largura, o projeto faz uso de uma estratégia inovadora para criar uma margem escalonada para os rios coberta com vegetação nativa adaptada a inundações. Os pavilhões e caminhos de pedestre do parque são integrados aos níveis da margem e se adaptam às inundações sazonais. 
O projeto foi elogiado por seu “impacto significativo na mitigação das inundações e uso de pontes para conectar as localidades de maneira lúdica, criando comunidades em ambas as margens do rio.”
Projeto de Pequena Escala: Lidingövallen Small Football Stadium (Suécia) / DinellJohansson. Imagem © Mikael Olsson
Projeto de Pequena Escala: Lidingövallen Small Football Stadium (Suécia) / DinellJohansson. Imagem © Mikael Olsson
O prêmio Projeto de Pequena Escala do Ano foi concedido à proposta Lidingövallen, um estádio de futebol em miniatura na Suécia, projetado por Dinell Johansson. Elogiado por sua resposta imaginativa e grande impacto, apesar da pequena escala, os jurados chamaram o edifício de “um resultado heroico”.
Prêmio AkzoNobel para o uso de cores da arquitetura: ONS INCEK Showroom & Sales Office (Turquia) / Yazgan Design Architecture
Prêmio AkzoNobel para o uso de cores da arquitetura: ONS INCEK Showroom & Sales Office (Turquia) / Yazgan Design Architecture. Imagem © Yunus Özkazanç
Prêmio AkzoNobel para o uso de cores da arquitetura: ONS INCEK Showroom & Sales Office (Turquia) / Yazgan Design Architecture. Imagem © Yunus Özkazanç
Recognized as the best use of color across the year’s 338 shortlisted entries, the judges felt that the use of color contributed to a strong piece of architecture that saw form and color integrate seamlessly.
Todos os comentários foram feitos pelo júri do WAF

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vidros dopados com íons geram luz branca de alta eficiência

Por Agência USP de Notícias
Da Redação - agenusp@usp.br

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

BHP envia CEO ao país e diz que Samarco é responsável por MG

Por Indústria Hoje

Escrito por: Tamires Almeida em 9/nov/2015

BHP afirmou que nomeia metade dos integrantes da diretoria da Samarco e que recebe relatórios sobre o desempenho da empresa regularmente.
BHP SAMARCO
A mineradora anglo-australiana BHP Billiton afirmou hoje que a Samarco, empresa que controla numa joint venture com a Vale, é responsável pela “totalidade” das operações da mina de minério de ferro no município de Mariana, em Minas Gerais, onde um rompimento de barragens ocorrido na semana passada causou a morte de pelo menos três pessoas e deixou dezenas de desaparecidos.
Um porta-voz declarou que o executivo-chefe (CEO, na sigla em inglês) da BHP, Andrew Mackenzie, e que o chefe da divisão de minério de ferro da mineradora, Jimmy Wilson, estão a caminho do Brasil, onde irão trabalhar com a Samarco, a Vale e autoridades locais para “determinar que recursos adicionais podemos oferecer para apoiar os esforços de resposta” ao acidente. Em resposta ao Wall Street Journal, a BHP afirmou que nomeia metade dos integrantes da diretoria da Samarco e que recebe relatórios sobre o desempenho da empresa regularmente.
Ainda segundo o porta-voz, a BHP já enviou ao Brasil uma pequena equipe de especialistas em saúde, segurança, meio ambiente e geotecnia para auxiliar a Samarco.
Para Paul Young, analista do Deutsche Bank em Sydney, os custos dos trabalhos de limpeza e reconstrução da Samarco em Mariana podem ultrapassar US$ 1 bilhão e a mina local poderá ficar fechada até 2019.
Na bolsa australiana, as ações da BHP fecharam os negócios desta segunda-feira em baixa de 5,6%.
Fonte: Revista Exame

domingo, 8 de novembro de 2015

Prédios antigos da Paulista vão ganhar cara de novo

Escrito por: Indústria Hoje em 3/nov/2015

Prédios antigos da Paulista: Brazilian Financial Center deve ficar assim depois do retrofit
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São Paulo – A Avenida Paulista, um dos principais cartões postais de São Paulo, vive em constante transformação e alguns edifícios antigos da região também estão mudando e ganhando cara de novo.
Projetos liderados pela Perkins + Will, escritório de arquitetura e design, visam modernizar dois edifícios ícones da região: o Brazilian Financial Center (BFC), quer por anos abrigou a sede do Banco Real, e o prédio de um grande banco privado, cujos trabalhos estão na fase inicial.
De acordo com o escritório de arquitetura, o processo de retrofit será utilizado em ambos os projetos para adicionar novos sistemas e tecnologias aos imóveis, possibilitando assim a revitalização e a valorização deles.No BFC, a obra deve ser concluída até o fim 2016. Já o outro projeto deve ficar pronto em meados de 2017.
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“Com o processo de retrofit é possível proporcionar um novo ciclo de vida de mais 40 anos”, afirma Douglas Tolaine, diretor de Design do Perkins + Will.
O designer ainda explica que existem vários níveis de retrofit e que as adequações mais comuns são: a renovação dos sistemas de condicionamento de ambientes, a substituição de sistemas de iluminação e insolação, adaptações de acessibilidade, modificações e renovação nos sistemas de segurança e controle de acesso.
Daniela Barbosa, de EXAME.com

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

'Cidade fantasma' de US$ 1 bi é criada para não ter nenhum habitante

Por Ángel Bermúdez